Professores de cinco etnias do Xingu visitam Escola Tuyuka, no Alto Rio Negro (AM)

jun 12 2015

O intercâmbio foi organizado pelo ISA em conjunto com a Verthic – Consultoria, que trabalha com povos indígenas afetados direta ou indiretamente por grandes obras de infraestrutura. Nesse caso específico, essas etnias estão na área de influência da usina hidrelétrica de Belo Monte, em construção no Rio Xingu, no Pará.
O objetivo do intercâmbio foi mostrar aos índios do Xingu o programa de educação escolar dos povos Tuyuka, no Rio Negro, que baseiam sua metodologia de ensino na pesquisa e tem como princípio o fortalecimento da cultura tuyuka. Com base nisso, os professores indígenas do Xingu podem se inspirar na construção dos seus próprios Projetos Políticos Pedagógicos.

Professores e alunos apresentam materiais elaborados na Escola Tuyuka Utapinopona
Na Casa de Conhecimentos Tuyuka na comunidade São Pedro, os Tuyuka e os xinguanos trocaram experiências escolares. Os índios do Xingu e os da Escola Tuyuka compartilharam vivências e os desafios de realizar escolas interculturais e de qualidade. Na região do Médio Xingu há cerca de 40 professores indígenas contratados que atuam nas 39 escolas da região, onde funciona a primeira parte do ensino fundamental. “Escola com professor indígena dando aula é coisa nova no Médio Xingu, e por isso queremos saber como outros povos indígenas fizeram, para pensar como nós iremos fazer”, explicou o professor Maxa Parakanã.
No Rio Negro a educação escolar chegou no século XX, com a missão salesiana, responsável pela ampla difusão da escolarização no Alto e Médio Rio Negro. Na década de 1990 iniciou-se um processo de reformulação do modelo escolar

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